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Intercâmbio

Roberta Deliberato, coordenadora do Kids, visita escolas da Espanha e da Itália
08/06/2010

A Escola Internacional de Alphaville mantêm um valioso intercâmbio pedagógico com conceituadas instituições de ensino ao redor do mundo, através de visitas de seus mantenedores e coordenadores a escolas de alto nível em países como Estados Unidos, Canadá, Finlândia, Inglaterra, Austrália e Nova Zelândia, como forma de comprovar a excelência do ensino que oferece e buscar novas diretrizes que possam diferenciá-la ainda mais em sua proposta de formar futuros líderes e empreendedores.

Dando seguimento a esse intercâmbio, a coordenadora do Kids (Educação Infantil), professora Roberta Deliberato, visitou as regiões da Catalunha (Espanha) e Reggio Emília (Itália), a fim de conhecer a proposta pedagógica e a estrutura de escolas públicas e particulares dos dois países europeus.

De acordo com a professora Roberta, que teve encontros com o vice-ministro da Educação da Catalunha, D Francesc Vidal, e o Secretário de Educação da Lombardia, a viagem foi proveitosa sob diversos aspectos.

“Visitar outras escolas nos dá subsídios para continuar um trabalho de inovação, que é uma de nossas características, e nunca considerar que a proposta está finalizada, pois há sempre a possibilidade de algo novo para buscarmos a excelência, relacionando a escola às reais necessidades do mundo em que vivemos”, avalia.

A seguir, a professora Roberta relata os principais pontos observados durante a viagem:

Competências para o século XXI

O principal aspecto que pude observar é o fato destas escolas na Catalunha e em Reggio Emília organizarem o ensino por competências para o nosso século, como trabalho em grupo, projeto de vida e de carreira, cooperação, aprender a aprender, aprendizado por novas tecnologias, construção do conhecimento. Há uma similaridade muito grande com nossa realidade educacional, na construção de um currículo significativo, nas qual os professores são extremamente engajados e o corpo docente bilíngüe é bem formado. Devemos valorizar todas as nossas conquistas em termos de educação, porque estamos à frente de países de primeiro mundo, em muitos casos.

Gestão rotativa

Na Catalunha, os gestores da escola ficam no cargo durante um período, mas de tempos em tempos essa gestão é mudada, justamente para não haver acomodação no cargo e sim inovação em suas ações.

Diferentes referenciais

As escolas da Catalunha não baseiam o aprendizado em livros didáticos: têm centros de trabalho de pesquisa na área do conhecimento, e o professor organiza o aprendizado do aluno trazendo referências bibliográficas. Trabalha-se em prol da construção de novos saberes, e não na reprodução de conhecimentos transmitidos pelo professor. Este entende que não é o único referencial  de transmissão de saber sistematizado, e, portanto, busca outras referências em bibliografias diversas e, também, na rede. Desta forma, se o aluno está pesquisando sobre movimento, o professor indica uma fonte de pesquisa em Harvard, por exemplo. Eles consideram essencial que o aluno pesquise em uma pessoa de referência atual. Na Escola Internacional de Alphaville, buscamos a formação de alunos que saibam trabalhar em grupo, buscar o conhecimento, organizar as informações, mudar os seus saberes e construir um saber novo, sempre intermediado pelo professor, para que estimulemos a autonomia de forma organizada.

Tecnologia de ponta

Há muita tecnologia nas escolas da Catalunha, lousa inteligente em todas as salas, um lap top por aluno. As bibliotecas são centros de aprendizado, ou seja, não são somente centros de leitura literária, mas centros de construção de pesquisa, já que os alunos têm aulas na biblioteca.

Ensino bilíngue

Algumas escolas que visitei na Catalunha são de excelência e se engajam no ensino bilíngue desde pequenos. Isso parte muito da necessidade de formar uma pessoa que consiga interagir com o mundo. Cada vez mais, reafirmamos a proposta pedagógica da Escola Internacional de Alphaville, que prepara alunos para lidar com essa diversidade lingüística vigente no mundo contemporâneo.

Avaliação processual

Além da avaliação com provas – eles consideram exames importantes até para que os alunos saibam fazer provas – as escolas catalãs contam com a avaliação processual durante a pesquisa. Então o aluno constrói um portfólio da pesquisa, análise e inferência daquilo que fez, da construção do saber, e o professor avalia esse portfólio.

Monografias

Nas escolas catalãs, os alunos de High School produzem conhecimento científico e organizam o que eles chamam de pôsteres científicos. São pequenas monografias de cada trabalho, que apresentam para os mais novos, até porque as escolas consideram importante essa preparação para se apresentar o que aprendeu, para compartilhar o conhecimento e explicar o que se sabe sobre determinado tema.

Feeling of belonging

Algo que vemos na Catalunha e não vemos nas escolas públicas do Brasil é o sentimento de que a sala é o espaço que conta a história da turma, o que eles chamam de feeling of belonging. Então, nas paredes, no teto, há cartazes de aprendizado e muitas produções feitas por eles.

Atenção às famílias

Outro aspecto em que há similaridade entre o que fazemos e o que as escolas catalãs fazem é no momento em que a família conhece a escola, que eles julgam muito importante. Eles, como nós, explicam a proposta, dão detalhes, e estabelecem um contrato do que se espera e se oferece para a família. Eles também entendem que a reunião de pais é um momento de alta fidelização dos pais.

Estímulos à cidadania e ao respeito

Há pôsteres por toda escola com estímulos ao respeito e a cidadania, sobre como você deve falar e se portar em sala de aula.

Encontro com Fernando Hernandez

Fomos a Universidade de Barcelona encontrar com Fernando Hernandez, educador extremamente renomado, com inúmeros livros publicados – é uma bibliografia obrigatória nas faculdades de educação do Brasil e do mundo – porque a principal questão por ele abordada é demonstrar a importância de se trabalhar por projetos. Hernandez critica os sistemas de ensino e os livros didáticos,pois os mesmos apelam para a reprodução, não para a produção; diz que para promover o engajamento, é necessário mover a paixão do aluno pelo o que aprende, que é a função social do conhecimento; e também acredita que os projetos devem ser acompanhados pelos professores, autores do processo de ensino, responsáveis por como o aluno vai aprender.

Reggio Emília, excelência em educação infantil

Esta região apresenta um trabalho de excelência em educação infantil. Isso se deve, em grande parte, à intensa participação dos pais e mães no cotidiano escolar, por conta da história de superação que ocorreu ao fim da Segunda Guerra Mundial. Devido à destruição de toda a infraestrutura após os bombardeios decorrentes da guerra, as crianças não tinham escolas para frequentar. Dada a precária situação, mães e pais dessa comunidade se mobilizaram e reconstruiram as escolas e, desde então, participam de maneira próxima da vida escolar, no sentido de aceitar e apoiar a diferenciada proposta de educação infantil adotada na região, na qual privilegia-se, na primeira infância, a exploração do estímulo criativo e das diferentes linguagens, não somente a oral ou escrita. Assim, são exploradas as linguagens dramática, simbólica, do desenho, a linguagem plástica em si. Em toda escola há um ateliê e uma atelierista: este não é um expert em arte, mas integra todos os projetos estudados pelos alunos no atelie. E há um centro de coleta de sucata, de materiais advindos das indústrias das cidades circundantes, pedras, pedaços de madeira, tampas, com os quais as crianças criam esculturas, desenhos e instalações, uma linguagem plástica muito contemporânea.

Governo participativo

Além da valorização da comunidade, há a valorização por parte do governo, porque hoje 15% do orçamento de Reggio Emília são destinados para a educação infantil.

Valorizar as produções das crianças

Em Reggio Emília, acredita-se que a responsabilidade dos professores é estar sempre com as crianças, registrar, acompanhar, organizar, e  que a produção das crianças pequenas, o encantamento, a descoberta, devem ser valorizada através de registros fotográficos.

Encontro

Há um encontro entre a pedagogia praticada em Reggio Emilia e a da Escola Internacional. Eles acreditam que a competência gráfica, o desenho, nasce da imagem mental, e por conta disso, é preciso enriquecer essa imagem mental com fotos, obras de arte, modelos vivos, objetos reais, com texturas, cheiros e cores, para que as crianças possam  explorar e produzir desenhos e pinturas mais elaboradas. sob esta perspectiva, na sala onde se estudava o desenho de flores, o professor disponibilizou flores de verdade, fotos e obras de arte que retratavam flores.

Similaridades com a Escola Internacional

Tanto na região da Catalunha quanto na Lombardia, mesmo tendo visitado escolas públicas interessantíssimas, as duas melhores escolas que visitei eram particulares: a Europa International School, em Barcelona, e a Sant Louis International School, na região da Lombardia. Ambas são bilíngües, e apresentam uma realidade muito próxima da nossa, de alunos que têm um ensino de inglês por imersão desde pequenos – na Europa Internacional, os alunos são trilíngues, porque aprendem catalão, castelhano e inglês, e quando ficam mais velhos, podem aprender idiomas opcionais, como chinês e francês. Esta escola também promove, compulsoriamente, intercâmbios com outras escolas. Os alunos vão para França, Inglaterra, Dinamarca, onde permanecem por 15 dias, devido à necessidade de se vivenciar a diversidade cultural, de se saber outras línguas.



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